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Nossa Caixa reduz suas taxas de juros

Seguindo o mesmo caminho de outras instituições financeiras, a Nossa Caixa promoveu neste mês a redução das taxas de juros nas linhas de crédito destinadas a pessoas físicas. Junto com essas reduções, o banco também recalculou os limites disponíveis para cada cliente, o que elevou em R$ 7 bilhões a quantidade de recursos para operações de empréstimos a esse segmento.


De acordo com o diretor de Crédito da instituição, Marco Túlio de Oliveira Mendonça, as mudanças foram realizadas por causa da melhora da conjuntura econômica e da demanda. Apesar da elevação dos limites, esses recursos não devem ser integralmente utilizados pelos clientes, explicou.


A expectativa é que de junho até o final do ano, as novas concessões somem R$ 1,7 bilhão, sendo que a maior demanda deverá ser pelo crédito consignado. Em março, o estoque de empréstimos para pessoas físicas era de R$ 10,8 bilhões. Os dados da Nossa Caixa mostram que as taxas em todas as linhas para pessoa física (crédito pessoal, consignado, financiamento de veículos e cheque especial) estão em patamares inferiores aos registrados em março. No caso do consignado para servidores do Estado de São Paulo, a taxa em março era de 3% ao mês e agora está em 2,07% ao mês no prazo de 61 a 72 meses. No cheque especial, o juro passou de 8,8% ao mês para 7,77% ao mês.


A atual diretoria do banco paulista tomou posse no dia 10 de março, após o controle da instituição ter sido transferido ao Banco do Brasil (BB). No entanto, Mendonça nega que esse movimento de queda dos juros tenha sido feito sob orientação do BB. "As reduções e alterações nos prazos são decisões da Nossa Caixa. Todos os grandes bancos anunciaram queda nos juros", disse.


Na semana passada, o Banco do Brasil anunciou iniciativa semelhante, reduzindo os juros nas linhas para pessoas físicas. O limite de recursos disponíveis foi incrementado em R$ 13 bilhões. Apesar da redução dos juros e do aumento dos prazos em algumas linhas, Mendonça não vê risco do nível de atrasos sair do controle, acrescentando que a taxa de inadimplência deve permanecer no mesmo patamar do primeiro trimestre. Ao final de março, os atrasos superiores a 60 dias equivaliam a 5,2% da carteira da Nossa Caixa. "Os cálculos que definem os parâmetros e, consequentemente, as margens de crédito que cada cliente pode tomar junto ao banco foram atualizados segundo critérios que garantem a segurança das operações", disse.


Além da redução nos juros das linhas já existente, a Nossa Caixa anunciou nova modalidade de crédito para a compra de eletrodomésticos da linha branca, cujos juros variam de 1,52% a 1,89% ao mês, conforme o prazo de pagamento escolhido (o máximo é de 60 meses e o cliente pode pagar a primeira parcela em até 100 dias). Por enquanto, essa linha está disponível para os servidores públicos que trabalhem em órgãos que tenham convênio de crédito consignado com o banco. Na semana passada, o banco paulista já tinha reduzido os juros nas linhas de financiamento imobiliário.


Fonte: Monitor Mercantil

05/06/2009
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