O governo federal vai incluir no programa 'Minha Casa, Minha Vida' os imóveis que estão prontos e que receberam o habite-se - documento que atesta que o prédio foi construído seguindo as exigências estabelecidas pela prefeitura para a aprovação de projetos - a partir do fim março. Antes, a ideia era beneficiar somente as unidades na planta, principal geradoras de emprego e renda. Segundo o ministro das Cidades, Marcio Fortes, essa é uma forma de estimular todo o mercado imobiliário.
A maioria das grandes construtoras já se prepara para participar do programa. A João Fortes Engenharia, por exemplo, tem quase 4 mil unidades para lançar na Pavuna e em Macaé. De acordo com o diretor nacional da incorporadora, Luiz Henrique Rimes, serão unidades de R$ 60 mil a R$ 110 mil. Ele explica que o processo será o mesmo realizado pelas construtoras. A diferença é que a Caixa vai aprovar os projetos mais rapidamente e enquadrar as famílias na taxa de juros mais baixa: "Por isso, é que os interessados, com renda superior a R$ 1.395, podem procurar direto os estandes de empresas que se encaixam no perfil do programa".
A RJZ Cyrela está focada em estudar os terrenos que tem em estoque para adaptar os projetos ao plano, em especial na faixa de 3 a 6 salários mínimos (R$ 1.395 a R$ 2.790). Amanhã, Rogério Zilbersztajn, vice-presidente da gigante, entra com pedido na Caixa de empreendimentos no formato do pacote. Serão imóveis, em média, de R$ 120 mil, em Del Castilho, Jacarepaguá e Belford Roxo. Também estão previstas unidades em São Cristovão, Irajá, Taquara e Duque de Caxias. A mineira MRV também tem vários projetos que se enquadram no pacote no Rio. O Feirão da Caixa, que acontece de 14 a 17 de maio, também terá unidades focadas para o pacotão do governo.
A administradora Cristiane Oliveira da Cruz, 33 anos, procura imóvel de até R$ 130 mil. Segundo ela, o Fundo Garantidor - espécie de seguro em caso de desemprego - oferece mais conforto para assumir empréstimo a longo prazo.
Servidores também têm direito
Os servidores federais também podem participar do 'Minha Casa, Minha Vida'. É preciso comparar a faixa de renda para ver se é mais vantajoso aderir ao pacote ou optar pelo financiamento exclusivo para a categoria. Banco do Brasil e Caixa são responsáveis por essas linhas. A Caixa tem juros a partir de 8,4% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O desconto das prestações pode ser direto no contracheque.
No programa do governo, também há descontos para famílias com renda até seis salários mínimos (R$ 2.790). O bônus máximo é de R$ 23 mil (para renda de até R$ 1.395) e o mínimo de R$ 2 mil (renda de até R$ 2.790). Se o imóvel custar R$ 50 mil, com o desconto de R$ 23 mil, o empréstimo será de apenas R$ 27 mil.
Fonte: O Dia
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